Quem é realmente o comediante ucraniano que se tornou Benjamin da imprensa ocidental e condecorado como herói nas capas dos nossos jornais semanais e nas nossas Notícias?
Quem é o personagem que no último sábado apareceu com uniforme militar aparecendo ao vivo em Florença entre os aplausos e ovações na praça de Pacifisti armada pelo PD?
Sabemos que ele nasceu em 1978 de uma família de ascendência judaica e que a sua primeira língua não é ucraniana, mas russa.
Escolheu uma carreira como ator e comediante, fundou o Kvartal 95 Studio e produziu a Telenovela "Sluha Narodu" (Servo do Povo) em que o próprio Zelensky interpreta qualquer homem comum que esteja cansado da corrupção política que está desenfreada em Ucrânia, vi e inesperadamente eleito presidente.
Parece que Igor Kolomoyskyi - poderoso empresário com passaportes triplos ucranianos, cipriotas e israelitas, fiduciário dos EUA e principal oligarca da Ucrânia - assistindo a novela popular vem a magnífica ideia de transformar a ficção em altura e para o comediante Zelenzky fez o papel do Presidente não só em vídeo, mas também na realidade.
Logo depois Zelensky anuncia a fundação de um partido com o mesmo nome da novela popular: "Servo do Povo" e, no auge da sua popularidade na TV, anuncia a sua candidatura às eleições presidenciais dos anos sucessivos.
Desde então, a sua empresa, Kvartal 95, registará um fluxo anormal de financiamento, gerido através de empresas offshore com sede em paraísos fiscais, no montante de 40 milhões de dólares.
O principal contribuinte para a campanha de Zelensky é o oligarca Kolomoyskyi, proprietário do PrivatBank, o maior banco da Ucrânia, envolvido em vários casos de falência fraudulenta e investimentos ilegais.
Igor Kolomoysky foi um dos principais financiadores de alguns dos grupos paramilitares neonazistas e ultra-nacionalistas que em 2014 produziram o golpe de estado que derrubou o governo legítimo do presidente Janukovic desencadeando um mandato de 8 anos de instabilização ity e guerra civil na região.
Em abril de 2019, Zelensky, recém-eleito presidente imediatamente fornece deveres governamentais para os membros da sua empresa, Kvartal 95.
Ivan Bakanov, já o CEO da empresa, torna-se o chefe dos Serviços Secretos, enquanto o vice-diretor Serhiy Shefir torna-se o porta-voz oficial do presidente.
O oligarca Igor Kolomoysky, (https://en.wikipedia.org/wiki/Ihor_Kolomoyskyi)
padrinho e financiador de Zelensky, tem fortes interesses econômicos no Donbass, razão pela qual o seu exército privado de organizações neonazistas, em parte dentro do exército ucraniano, exterminou desde 2015 cerca de 16 milhar dos russofones no silêncio da comunidade internacional.
Esta é também a razão pela qual Zelensky nas conversações de paz recusa os pedidos russos de reconhecimento das Repúblicas Popular de Donbass e está disposto a continuar a guerra por qualquer meio, tentando de todas as formas envolver a OTAN e estendê-la ao resto da Europa .
Segundo a Pandora Papers e relatado pelo The Guardian em 3 de outubro de 2021, Zelensky detém ações em três empresas offshore, tem ligações com vários oligarcas dos quais recebe financiamento ilegal e receitas bilionárias e está diretamente envolvido d numa ronda de armas e dinheiro em neonazistas.
À luz disto e do seu interesse declarado em colocar a Ucrânia na OTAN, colocando bases de mísseis americanas ao longo da fronteira russa, invocando a zona de exclusão aérea e o uso de bombas nucleares, faz-nos pensar se o presidente ucraniano é o herói que os meios de comunicação de massa europeus estão representando.
Perguntamo-nos se os políticos e os meios de comunicação ocidentais realmente percebem o monte de negócios e corrupção que estão a apoiar este carácter vergonhoso e o quanto nos colocam em risco ao cedermos aos delírios de guerra desta tarefa desequilibrada. "
Autor do texto *Fabrizio Gillioni*
Repentinamente descubriram o palavrão Oligarcas : Porque será que só nos falam de Oligarcas russos ? Como se nem os haja nem cá nem na Ucrânia.
Estranhamente não há uma página em Português na Wikipedia acerca desta brilhante criatura.
Ihor Valeriyovych Kolomoyskyi (Ukrainian: Ігор Валерійович Коломойський, Igor Valerevich Kolomoisky; Hebrew: איגור קולומויסקי; born 13 February 1963) is a Ukrainian–Israeli–Cypriot billionaire, businessman, and politician, the former Governor of Dnipropetrovsk Oblast.[9] Kolomoyskyi is of Jewish origin.[1]
Kolomoyskyi is rated as the second or third richest person in Ukraine (after Rinat Akhmetov and/or Viktor Pinchuk) since 2006.[10][11] and 1941st richest person in the world according to the Forbes magazine list of billionaires (as of 2019).[8] In March 2015 The Economist listed his net worth as $1.36 billion.[12] Kolomoyskyi is the leading partner of the Privat Group and a de facto chairman of the FC Dnipro Dnipropetrovsk.[13]
In 2019, Kolomoyskyi was included in the list of the 100 most influential Ukrainians by the Ukrainian magazine Focus, taking the 3rd place.[14]
In 2021 the US banned him and his family from entering the country due to "significant corruption", with US Secretary of State Antony Blinken claiming that he was "involved in corrupt acts that undermined rule of law and the Ukrainian public's faith in their government's democratic institutions and public processes, including using his political influence and official power for his personal benefit" and that he "poses a serious threat to the future of Ukraine."[15]
The transliteration of Ihor Kolomoyskyi's name into English has numerous variants including Igor, or Ihor for his first name, and Kolomoyskyi, Kolomoysky, Kolomoisky, Kolomoiskiy, or Kolomoyskiy for his surname.
Kolomoyskyi uses the nickname Benya (Беня)[16] (an invocation of the infamous Ukrainian (and Jewish) criminal reprobate Benya Krik, popularly fictionalized in Isaac Babel's The Odessa Tales (1948)). Occasionally, Kolomoyskyi is called Bonifatsiy (the eponymous star of the popular Soviet cartoon "Каникулы Бонифация" (Bonifacy's holidays by Soyuzmultfilm (1965)).
Kolomoyskyi is the co-founder of the PrivatBank and its informal Privat Group, respectively and in 1997 was appointed chairman of its board of directors.[1][13] As of 2008, other fields of activity included: ferroalloys, finance, oil products, mass media,[17] metal and petroleum industries, also in Russia and Romania.[18]
Kolomoysky has a triple Ukraine-Israel-Cyprus citizenship, despite the law penalizing dual citizenshipin Ukraine.[19] By way of explanation, Kolomoyskyi stated that: "The constitution prohibits double citizenship but triple citizenship is not forbidden."[20]
On 2 March 2014, amidst the 2014 pro-Russian conflict in Ukraine, acting President Oleksandr Turchynov appointed Kolomoyskyi Governor of Dnipropetrovsk Oblast.[24] Two days later, Russian PresidentVladimir Putin described Kolomoyskyi as a "unique crook," and said that the citizens of Dnipropetrovsk were not happy with his appointment as Governor of Dnipropetrovsk Oblast.[9] According to Putin, Roman Abramovich has been cheated by Igor Kolomoyskyi. Putin claimed that Kolomoyskyi had reneged on a contract with Abramovich, saying "He [Kolomoyskyi] even managed to cheat our Roman Abramovich two or three years ago. Scammed him, as our intellectuals like to say. They signed some deal, Abramovich transferred several billion dollars, while this guy never delivered and pocketed the money. When I asked him [Abramovich]: "Why did you do it?" he said: "I never thought this was possible."[25] In contrast, The Daily Beast, a US publication, wrote in mid-June 2014 that Kolomoyskyi enjoyed the local population's strong support. "I don't care if he's like Hitler, as long as he prevents war coming here," says a local restaurateur.[26]
In April 2014 Kolomoyskyi offered a bounty for the capture of Russian-backed militants and incentives for the turning in of weapons.[27] He also is believed to have spent $10 million to create the Dnipro Battalion,[26][28] and also funded the Aidar, allegedly Azov, Dnepr 1, Dnepr 2, and Donbas volunteer battalions.[29][30]
Russia asked for Kolomoyskyi to be put on Interpol's wanted list.[31] On 2 July 2014 a Russian District Court authorized his arrest in absentia for "organizing the killing of civilians".[32]
In March 2015, after the dismissal of Oleksandr Lazorko, who was a protege of Kolomoyskyi, as a chief executive of UkrTransNafta, Ukraine's state-owned oil pipeline operator, men reported to be Kolomoyskyi's personal militia raided the UkrTransNafta's headquarters to expel the new government-appointed chief from the office. While Lazorko was in charge the state-owned pipelines had been delivering oil to an Kolomoisky-owned refinery in preference to competitors.[12][33] According to Kolomoyskyi the raids were done with the aim to protect the companies from raiders and he related to it as a "PR-stunt to improve the ratings of smaller parties".[34]
On 25 March 2015, Ukrainian President Petro Poroshenko signed a decree dismissing Kolomoyskyi from the post of Dnipropetrovsk RSA Head, saying "Dnipropetrovsk region must remain a bastion of Ukraine in the East and protect peace". Kolomoyskyi was replaced by Valentyn Reznichenko.[12][35][36]
Kolomoyski is a prominent supporter of Ukraine's Jewish community[37] and the president of the United Jewish Community of Ukraine.[38] In 2010, he was appointed as the president of the European Council of Jewish Communities (ECJC)[39] after promising the outgoing president he would donate $14 million,[40] with his appointment being described as a "putsch"[38][39] and a "Soviet-style takeover"[41] by other ECJC board members. After several ECJC board members resigned in protest, Kolomyski quit the ECJC and, together with fellow Ukrainian oligarch Vadim Rabinovich, founded the European Jewish Union.[40]
On 22 February 2014, he said that separatism would not take place in Dnipropetrovsk. He named Kharkiv Mayor Hennadiy Kernes's calling of the "Ukrainian Front" congress a farce and urged politicians to soberly look at the situation and form their position "in the light of the Constitution of Ukraine".[42][43]
On 17 April, 2014 deputy head of the DODA Filatov stated that Kolomoisky would pay $10,000 for each transferred Russian saboteur. On 22 April, deputy head of the National Defense Staff of the Dnipropetrovsk region Mikhail Lysenko informed that Kolomoisky paid 10 thousand US dollars for the arrest of 8 Russian saboteurs.[44]
On 3 June 2014, a $500,000 reward was announced for the delivery of Oleg Tsaryov, a leader of the separatists, to the law enforcement agencies of Ukraine.[45]
After leaving the Governor of Dnipropetrovsk Oblast post, Kolomoyskyi obtained a U.S. Visa. He moved to mainly reside in Switzerland, also spending time in the United States.[46]
In 2015 Victor Pinchuk brought a $2 billion civil action against Kolomoyskyi and Gennadiy Bogolyubov in the High Court of Justice in London over the 2004 purchase of a Ukrainian mining company. Allegations made include murder and bribery.[47][48] In January 2016 an undisclosed out of court settlement was reached just before the trial was due to start.[49]
During its November 2016 party congress Kolomoyskyi was elected into the party leadership of the political party UKROP.[50] In 2016 Kolomoisky and his business partner Gennadiy Bogolyubov were accused of defrauding Ukraine's largest bank PrivatBank of billions of dollars. The Ukrainian government nationalized the bank in 2016 after paying off a $5.6 billion bailout. The lawsuit against Kolomoisky was brought by PrivatBank to the High Court in London and initially resulted in freezing $2.6 billion of the oligarch's assets. However, in 2018 the High Court in London ruled that it had no jurisdiction for further proceedings and found that "PrivatBank "fabricated" the case in an attempt to bring a claim in London"[51]
Prior to the nationalization of Privatbank in Ukraine on 15 December 2016, the founders of PrivatBank, Kolomoysky and Bogolyubov held a 49.154% stake and a 49.027% stake, respectively, and PrivatBank was the largest bank in Ukraine holding 20% of the market.[52][53]
In April 2019, a Ukrainian court ruled that the nationalisation of PrivatBank was illegal.[54][55] Ukraine's central bank said it would not be possible to reverse the nationalisation and that it would appeal the decision.[54] Kolomoisky states that he has no interest in taking over control of the bank and seeks $2bn in compensation for losses he insists were incurred during the nationalisation.[56] Kolomoyskyi was Football Club Dnipro's owner and president (1998–2019) as the club was owned by the Privat Group that also owns BC Dnipro and Budivelnyk Kyiv).[57] In January 2016 Kolomoyskyi brought a complaint in the Permanent Court of Arbitration against Russia, alleging he was deprived of his right to operate a passenger airport in Crimea after the 2014 annexation of Crimea by the Russian Federation.[58][59] A criminal case against Kolomoisky was also started in Russia in January 2016, where he is accused of organizing murders and the use of prohibited methods of warfare.[60]
As of 2019, Kolomoyski owned 70% of the 1+1 Media Group whose TV channel 1+1 aired "Servant of the People", the comedy series in which Volodymyr Zelensky played the role of president of Ukraine. On 31 March 2019 Zelensky won the most votes in the first round of Ukraine's real presidential elections,[61] resulting in Yulia Tymoshenko being eliminated from the next round.[62]
In November 2019, the New York Times reported that Kolomoisky was behind plans to build a controversial ski resort in Svydovets, Ukraine. In the article, a professor at a local university was quoted describing Kolomoisky as "a leech who sucks our blood here and puts it in Switzerland."[63]
Criminal investigation and blacklisting, 2019[edit]
In April 2019 it was reported that the FBI was investigating Kolomoisky over financial crimes involving Bogolyubov, the Krivyi Rih businessman Vadim Shulman and Mordechai "Motti" Korf of Florida along with Kolomoyski's steel holdings in West Virginia and northern Ohio in the United States and his mining interests in Ghana and Australia.[64][65][66] Legal filings from American prosecutors in 2019 detailed how Kolomoisky used his control of Ukraine’s largest retail bank, PrivatBank, to loot staggering sums from Ukrainian depositors, and via a series of shell companies and offshore accounts whisked the money out of the country and into the U.S.[67][68]
In April 2021 Kolomoyski and his wife and children were banned from entering the US,[69] The USDS accused him of corruptly using his time as Governor of Dnipropetrovsk to personally enrich himself. In a statement Secretary of State Antony Blinken said:
While this designation is based on acts during his time in office, I also want to express concern about Kolomoyskyy’s current and ongoing efforts to undermine Ukraine’s democratic processes and institutions, which pose a serious threat to its future.[70]
As of 2007, Kolomoyskyi was a billionaire listed by Forbes as the 799th-richest man in the world (with 3.8 billion dollars,[73] in 2010 Kyiv Post estimated his wealth at $6.243 billion.[74]) In March 2012 Forbes placed him 377th with $3 billion.[10] In 2010 Kyiv Post listed Kolomoyskyi as the second richest person in Ukraine;[74] in 2012 Forbes rated him the third richest person in Ukraine.[10] In these lists Kolomoyskyi has only been surpassed in wealth by Rinat Akhmetov or/and Viktor Pinchuk.[10][11] In March 2015, after the sharp decline in the value of the Ukrainian hryvnia, The Economist listed his net worth as $1.36 billion.[12]
Since 2010 rumors circulated that Kolomoiskyi's assets were coming under pressure from the authorities.[74] Kolomoiskyi controls his business empire from Switzerland.[citation needed]
In September 2013, Kolomoyskyi was criticized by Mr Justice Mann in a court case in London involving an attempted hostile takeover of Alexander Zhukov's JKX Oil and Gas Company,[a][b] with the judge stating that he had "a reputation of having sought to take control of a company at gunpoint in Ukraine" and that a finance director considered she had "strong grounds for doubting the honesty of Mr Kolomoyskyi".[80] JKX Oil and Gas are associated with Dmitro Firtash.
Prior to 15 December 2016, Kolomoyski was a business partner of both Igor Mazepa and Andгeas Sofocleous because Mazepa through his Concorde Bermuda owns a 9.23% stake and Sofocleous owns a large private stake in the Latvian bank AS PrivatBank which was not nationalized but gained the government of Ukraine as the largest shareholder of AS PrivatBank (Latvia) on 15 December 2016 after JSC CB PrivatBank (Ukraine) was nationalized due to Kolomoyski and his close friends having almost 80% of the loan portfolio of JSC CB PrivatBank (Ukraine), the largest bank in Ukraine with a 20% share of the market.[84][85][86] As of 2017 Kolomoyski was a major investor in Mazepa's Concorde Capital.[84]
^Zhukov has been dominate in JKX Oil and Gas since the 1980s when it held a monopoly on oil exports from the port of Odessa. In 2006, Zhukov owned a 25.88% stake in JKX Oil and Gas.[76][77]
^In 2008, Alexander Zhukov's daughter Daria Zhukova (Russian: Дарья Жукова) was Roman Abramovich's girlfriend.[78][79]
^Шлейнов, Роман (Shleinov, Roman) (15 May 2008). "Кадры-2008. Мелькают все. Нефтетрейдеры протоптали тропинку в президентскую администрацию?" [Personnel-2008. Everybody flashes. Oil traders trod a path to the presidential administration?]. Novaya Gazeta (in Russian). Archived from the original on 19 May 2008. Retrieved 22 January 2021. Портреты нового руководителя АП. Нарышкина появились в некоторых кремлевских кабинетах еще в прошлом году. 33-летний сын главы ФСБ Бортникова Денис с ноября 2007–го – зампред правления "ВТБ Северо-Запад (Personnel-2008: Portraits of the new head of the Presidential Administration. Naryshkin appeared in some Kremlin offices last year. The 33-year-old son of the head of the FSB Bortnikov Denis since November 2007 – Deputy Chairman of the Board of VTB North-West).
^Быков, Дмитрий (Bykov, Dmitry) (1 February 2008). "ХУДАША" [Skinny]. «Карье́ра» ("Career") (in Russian). Archived from the original on 11 February 2008. Retrieved 22 January 2021.
Kolomoisky’s 1+1 Media Group to broadcast films, shows in original language
By Interfax-Ukraine. Observatório da Reforma Kolomoisky's 1+1 Media Group para transmitir filmes, mostra na língua original Por Interfax-Ucrânia. Publicado a 26 de Julho de 2021 às 11:27 da manhã O Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky (C), outros altos funcionários reúnem-se com o oligarca bilionário Ihor Kolomoisky em 10 de Setembro de 2019. Foto do Gabinete do Presidente da Ucrânia O grupo de media 1 + 1 Media, cujo principal accionista é o empresário ucraniano Ihor Kolomoisky, decidiu transmitir filmes e programas de televisão na língua original e mudar gradualmente para ucraniano, disse no seu website 1 + 1 Media. Esta decisão surge após o grupo ter recebido interpretações e explicações regulamentares das autoridades competentes, bem como em conformidade com as leis "Sobre a radiodifusão televisiva e radiofónica", "Sobre o Conselho Nacional de Televisão e Rádio da Ucrânia", "Sobre a cinematografia" e "Sobre a garantia do funcionamento do ucraniano como língua oficial". "Esta decisão deve-se sobretudo à reacção negativa a um produto dublado de uma grande parte dos nossos espectadores, que estão historicamente habituados a ver os seus filmes e séries favoritos precisamente na forma e cor do produto inicial. 1+1 Media é para termos iguais no mercado televisivo e para uma concorrência honesta pela preferência do telespectador ucraniano. Especialmente quando se trata de uma questão tão importante como a língua", disse o grupo. Actualmente, a sociedade está algo dividida em relação ao princípio da língua, o que é inaceitável, afirmou o grupo. "Pela nossa parte, asseguramos que, como sempre, continuaremos a investir na dobragem de qualidade e no conteúdo em ucraniano e encorajamos os nossos telespectadores a assistir em ucraniano", disse o grupo. A 19 de Julho, o canal de televisão 1+1 começou a transmitir a série em língua russa Svaty (sogros) dublada em ucraniano, suscitando críticas nos meios de comunicação social. A 22 de Julho, a série reapareceu em russo. Anteriormente, o Conselho Nacional de Televisão e Radiodifusão multou o Studio 1+1 por violação das leis em língua ucraniana durante uma emissão da série russa Kukhnya (Cozinha). O licenciado foi multado em Hr 75.000 ($2.600), equivalente a cinco por cento da taxa de licença do canal de televisão 1+1. Ukrainian President Volodymyr Zelensky (C), other top officials meet with billionaire oligarch Ihor Kolomoisky on Sept. 10, 2019.
Photo by President's Office of Ukraine
The media group 1 + 1 Media, whose main shareholder is Ukrainian businessman Ihor Kolomoisky, has decided to broadcast films and television shows in the original language and switch to Ukrainian gradually, 1 + 1 Media said on its website.
This decision comes after the group received regulatory interpretations and explanations from the relevant authorities, as well as in accordance with the laws “On television and radio broadcasting,” “On the National Council of Television and Radio Broadcasting of Ukraine,” “On cinematography,” and “On ensuring the functioning of Ukrainian as the official language.”
“This decision is due not least to the negative reaction to a dubbed product from a large part of our viewership, who are historically used to viewing their favorite films and series precisely in the form and color of the initial product. 1+1 Media is for equal terms on the television market and for honest competition for the preference of the Ukrainian viewer. Especially when it comes to such an important issue as language,” the group said.
At present, society is somewhat split over the language principle, which is unacceptable, it said.
“For our part, we assure that, as ever, we will continue to invest in quality dubbing and content in Ukrainian and encourage our viewers to watch in Ukrainian,” the group said.
On July 19, the 1+1 television channel began airing the Russian-language series Svaty (In-laws) dubbed in Ukrainian, prompting criticism on social media. On July 22, the series reappeared in Russian.
Earlier, the National Council of Television and Radio Broadcasting fined Studio 1+1 for a breach of the Ukrainian-language laws during a broadcast of the Russian series Kukhnya (Kitchen). The licensee was fined Hr 75,000 ($2,600), equivalent to five percent of the 1+1 television channel’s license fee.
Em Março de 2022, Vladimir Putin, o presidente da Federação Russa, afirmou que o “Ocidente é o Império das Mentiras”.
Certamente, o homem não terá razão. Mas, mesmo assim, por mera análise académica, vamos proceder a uma breve mas necessária cronologia dos factos.
A expansão da NATO
Em 1990, vários líderes ocidentais, como James Baker, Helmut Kohl, Margaret Thatcher, asseguravam aos soviéticos que a NATO nunca se iria expandir para o Leste; as palavras de James Baker, o então secretário de Estado norte-americano: “…não apenas para a União Soviética, mas também para outros países europeus, é importante ter garantias de que…nem uma polegada da actual jurisdição militar da NATO se espalhará para leste”.
Desde a queda o Muro de Berlim, apesar de todas as promessas em sentido contrário, a NATO expandiu-se para a Polónia, a República Checa e a Hungria em 1999; para a Estónia, a Letónia, a Lituânia, a Eslovénia, a Eslováquia, a Bulgária e a Roménia em 2004; para a Albânia e Croácia em 2009; para o Montenegro em 2017; para a Macedónia do Norte em 2020.
Hoje, a Rússia tem bases de mísseis apontados ao seu território a poucos quilómetros das suas fronteiras, não existindo algo semelhante, em termos de proximidade, em relação aos Estados Unidos.
Em 1997, em contradição com as promessas ocidentais, a NATO assina um acordo de cooperação de longo prazo com a Ucrânia, tendo como objectivo final a sua adesão.
Em 2002, é assinado um plano de acção entre a NATO e a Ucrânia, reafirmando o compromisso do estabelecimento de “laços mais estreitos” e delineando um plano de longo prazo para a implementação de “reformas” que tornariam aquele país adequado para a sua plena integração nesta organização.
Em 2008, a secretária de Estado norte-americana, Condoleeza Rice, e o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Volodymyr Ohryzko, assinam uma Carta de Parceria Estratégica Estados Unidos-Ucrânia, onde se “enfatiza o compromisso contínuo dos Estados Unidos de relação estreita entre a NATO e a Ucrânia”.
Em Fevereiro de 2008, Viktor Yanukovych, natural de Donetsk, venceu as eleições presidenciais e tornou-se o quarto presidente da Ucrânia eleito democraticamente, obtendo a maioria da sua votação na região leste do país, etnicamente russa; até a imprensa ocidental reconhecia a justeza do acto eleitoral: “Observadores internacionais elogiaram calorosamente a eleição…”.
Em Abril de 2008, na cimeira da NATO em Bucareste, assegurava-se que a Ucrânia e a Geórgia seriam membros da NATO. Em Junho de 2008, o parlamento ucraniano aprovou uma lei que impossibilitava a adesão da Ucrânia a qualquer bloco militar. A BBC lamentava o fim da caminhada da Ucrânia em direcção à NATO.
Em Agosto de 2008, o então presidente da Geórgia, Mikheil Saakashvili, interessado na adesão à NATO do seu país, decidiu reincorporar duas regiões separatistas, a Abkhazia e a Ossétia do Sul. A Rússia, através de uma rápida intervenção militar, colocou um fim a esta aspiração, deixando claro que se opunha veementemente a uma eventual adesão da Ucrânia e Geórgia à NATO.
Golpe de Estado: A deposição de um líder democraticamente eleito
Em Março de 2012 surge a primeira versão do acordo de associação entre a União Europeia e a Ucrânia, prevendo-se a assinatura por Viktor Yanukovych no final de Novembro de 2013, na cimeira europeia na cidade de Vilnius, na Lituânia.
Em Outubro de 2012, o partido de Viktor Yanukovych venceu novamente as eleições, reforçando a sua maioria no parlamente ucraniano, onde, pela primeira vez, a extrema-direita marcava a sua presença, através do partido Svoboda, liderado por Oleh Tyahnybok, que obteve mais de 10% dos votos e elegeu 37 deputados.
A 21 de Novembro de 2013, o Governo ucraniano emitiu um decreto a suspender o acordo de associação com a União Europeia; o então primeiro-ministro, Yuriy Boyko, alertava para o prejuízo que representaria para a Economia ucraniana. A alternativa seria a União Aduaneira Euro-Ásia, onde a Economia russa tem um papel preponderante; as sondagens de então indicavam um país dividido 50/50. Dias depois do decreto, ocorreram as primeiras manifestações na Praça Maidan.
A 28 de Novembro de 2013, numa cimeira da União Europeia, Viktor Yanukovych não assinou qualquer acordo de associação, sugerindo um acordo trilateral, envolvendo a Ucrânia, a Rússia e a União Europeia. Esta proposta foi rejeitada liminarmente pela União Europeia. Anunciaram-se milhares de manifestantes na Praça Maidan; outros ocuparam a prefeitura de Kiev. Os políticos da oposição começaram a acusar Viktor Yanukovych de “traição”; alguns pediram a repetição da eleição presidencial, apesar de apenas 18 meses de distância da última.
A 29 de Novembro, os manifestantes apresentaram as suas exigências, uma delas a renúncia imediata de Viktor Yanukovych.
A 1 de Dezembro, os manifestantes iniciaram acções violentas, derrubando barreiras policiais. A polícia retirou-se da Praça Maidan; cerca de 200 pessoas ficaram feridas, incluindo uma centena de polícias.
A 2 de Dezembro, os manifestantes erigiram barreiras em redor da Praça Maidan, bloquearam o acesso a edifícios governamentais e tentaram assaltar o edifício onde se encontrava a equipa do presidente Viktor Yanukovych. Até o insuspeito Guardian dava conta do desaparecimento de cena da polícia! Ao mesmo tempo, o líder da extrema-direita, Oleh Tyahnybok, pedia aos polícias e militares que desertassem e se juntassem à oposição.
A 8 de Dezembro, os manifestantes derrubaram uma estátua de Lenine, onde pintaram uma grafite “Viktor Yanukovych: tu és o seguinte”. O Kyiv Post noticiava que os manifestantes vestiam máscaras, carregavam consigo latas de gás, bastões e cocktais molotov.
A 11 de Dezembro, a vice-secretária de Estado norte-americana, Victoria Nuland, e o seu embaixador Geoffrey Pyatt, juntaram-se aos protestantes na Praça Maidan e conversaram com os líderes da oposição. Os dois foram fotografados a cumprimentar pessoas e a distribuir comida. A importante revista norte-americana Foreign Affairs publicava um artigo com o título: “Viktor Yanukovych tem de sair.”
A 13 de Dezembro, o então senador norte-americano John McCain também se juntou aos manifestantes da Praça Maidan, realizando um discurso em que afirmou: “Estamos aqui para apoiar a vossa justa causa”. Até foi fotografado com o líder da extrema-direita Oleh Tyahnybok!
Depois de uma “trégua natalícia”, as manifestações prosseguiram a 14 de Janeiro de 2014; no dia seguinte, numa reunião do Comité das Relações Exteriores do Senado dos Estados Unidos, o vice-secretário de Estado-Adjunto, Thomas Melia, admitiu que o Departamento de Estado gastou cinco mil milhões de dólares americanos a “ajudar a Ucrânia”, incluindo 180 milhões em “programas de desenvolvimento” para “juízes, deputados e partidos políticos”.
A 16 de Janeiro, o parlamento ucraniano aprovou dez novos projectos-lei que permitiam uma repressão estrita à actividade de protesto, incluindo a remoção da imunidade dos parlamentares que promovessem a violência e a anulação da carta de condução a quem obstruísse as vias públicas.
A 19 de Janeiro ocorreram confrontos entre a polícia de choque e os manifestantes na rua Hrushevskoho; muitos dos manifestantes pertenciam a grupos de extrema-direita, como o partido Svoboda e Sector Direita, e foram vistos a usar símbolos nazis.
A 25 de Janeiro, o presidente Viktor Yanukovych estendeu a mão aos líderes da oposição, oferecendo-lhes um acordo de partilha de poder, propondo Yatseniyuk como primeiro-ministro e Vitaliy Klitschko como vice. A oposição recusou a oferta.
A 28 de Janeiro, num gesto de compromisso, o parlamento revogou nove das 10 leis, aprovando um diploma que concedia amnistia a todos os envolvidos nos protestos, desde que deixassem de ocupar edifícios governamentais. A oposição,uma vez mais, recusou a oferta.
A 7 de Fevereiro, conversas mantidas entre Victoria Nuland e Geoffrey Pyatt foram publicadas, onde se escutava a expressão: “Que se f…a União Europeia”. Numa das conversas, datada de 28 de Janeiro de 2014, discutia-se a composição do futuro Governo, após a eventual saída de Viktor Yanukovych. Numa sondagem publicada pelo Kyiv Post a maioria dos ucranianos opunha-se às manifestações na praça Maidan.
A 16 de Fevereiro, em mais uma tentativa de compromisso, o governo libertou todos os detidos durante os protestos; desta vez a oposição respondeu positivamente, suspendendo a ocupação da Prefeitura de Kiev que já durava três meses.
A 19 de Fevereiro, Viktor Yanukovych declarou uma “trégua”, numa declaração conjunta assinada pelos três principais líderes da oposição, comprometendo-os à negociação de uma paz duradoura.
A 20 de Fevereiro, snipers abriram fogo contra a multidão na Praça Maidan, resultando em pelo menos sessenta mortes. Manifestantes e polícias acabam mortos no tiroteio. A EuroNews relatou que a “trégua tinha sido quebrada” poucas horas depois de ter sido assinada.
A 21 de Fevereiro, apesar do derramamento de sangue, as negociações continuaram, resultando no “Acordo sobre a resolução da crise política na Ucrânia”, assinado por todas as partes, mais os ministros das Relações Exteriores da Alemanha e da Polónia. O acordo exigia a criação de um “Governo de Unidade Nacional” temporário, a ser substituído após novas eleições presidenciais até ao final de 2014. Também se exigia uma investigação completa aos disparos que ocorreram na Praça Maidan no dia anterior.
Viktor Yanukovych prometeu que o Governo não declararia o Estado de Emergência, não chamaria os militares e iria retirar a polícia do local dos protestos: em troca, os manifestantes deveriam entregar todos os edifícios públicos ocupados e armas ilegais.
Os líderes dos manifestantes – incluindo Dmitryo Yarosh, do Sector de Direita Neonazi – rejeitaram o acordo e ameaçaram invadir o Parlamento e a Residência Presidencial se Viktor Yanukovych não renunciasse imediatamente.
A 22 de Fevereiro, em lugar de respeitarem os termos do acordo, assim que a polícia recuou, os manifestantes invadiram os prédios do Governo e tomaram o controle de Kiev. Yanukovych fugiu para a cidade de Kharkiv, no leste da Ucrânia. Uma notícia da Time relatava os eventos assim: “Quando a polícia abandonou os seus postos em toda a capital, a oposição estabeleceu o controle sobre todos os principais cruzamentos e capturou o palácio presidencial, estabelecendo um perímetro em torno da antiga residência de Yanukovych”.
Poucas horas após a tomada da cidade de Kiev, o parlamento ucraniano votou a destituição de Viktor Yanukovych com 328 votos a favor e 0 contra, com mais de 120 deputados ausentes da votação. Obviamente, a votação foi inconstitucional, e não vinculativa – onde já vimos isto?
A 24 de Fevereiro, o parlamento demitiu um terço dos membros do Tribunal Constitucional da Ucrânia e emitiu um mandado de prisão para o presidente Viktor Yanukovych. No dia seguinte, traído pelo próprio partido, Viktor Yanukovych exilou-se na Rússia, afirmando que a sua vida se encontrava em perigo.
A 27 de Fevereiro, Arseniy Yatsenyuk tomou posse como primeiro-ministro interino da Ucrânia, cargo que ocuparia em pleno após as eleições de Maio de 2014. Vitaly Klitschko, o campeão de boxe, foi relegado para presidente da câmara de Kiev. Oleh Tyahnybok retomou seu cargo de simples deputado. A composição do Governo correspondeu exactamente à descrita na conversação de 28 de Janeiro de 2014 entre Victoria Nuland e Geoffrey Pyatt! Nesse mesmo dia, Anders Fogh Rasmussen, secretário-geral da NATO, disse à imprensa que “a porta ainda está aberta” para a adesão da Ucrânia!
No início de Março de 2014, surgem evidências de que os snipers que atiraram sobre as multidões na Praça Maidan não estavam às ordens do Governo ucraniano e que dispararam para ambos os lados, polícia e manifestantes, visando simplesmente gerar o caos.
Tal evidência foi apresentada à representante da política externa da União Europeia, Catherine Ashton, pelo ministro dos Negócios Estrangeiros da Estónia, Urmas Paet, num telefonema que mais tarde vazou para a imprensa, e foi confirmado como genuíno pelo Governo da Estónia. Nem a União Europeia nem o novo Governo da Ucrânia fizeram qualquer esforço para investigar essas evidências ou levar os assassinos à justiça.
A 21 de Março de 2014, o Governo interino da Ucrânia assinou o controverso acordo de associação com a União Europeia, através da aprovação de uma lei.
Em Outubro de 2014, o Governo que saiu das eleições, suportado por uma aliança de 5 partidos, considera a adesão à NATO uma prioridade nacional da Ucrânia!
A “invasão” da Crimeia
Em 1954, o líder soviético Nikita Kruschev, natural da Ucrânia, assinou um decreto a transferir a Crimeia da República Socialista Soviética (RSS) da Rússia para a RSS da Ucrânia. A Crimeia fazia parte da Rússia desde 1783, após a derrota do Império Otomano pelo exército de Catarina, a Grande, em 1774.
Em 1965, a cidade de Sebastopol, o maior porto da Crimeia, juntamente com outras nove cidades, recebeu o título de “Cidade Herói da União Soviética”, por ter resistido heroicamente aos ataques nazis durante a Segunda Guerra Mundial.
Em 1990, com a queda da União Soviética, a Ucrânia tornou-se independente e levou consigo o território da Crimeia.
Em Janeiro de 1991, a Crimeia realizou um referendo, perguntando à população se queriam regressar ao estatuto de República Socialista Soviética Autónoma da Crimeia, abolido em 1945. A votação foi de 94% a favor e a Crimeia declarou-se independente.
Em Fevereiro de 1991, o parlamento da Ucrânia reconheceu a independência da Crimeia, fazendo aprovar uma lei sobre a restauração da República Socialista Soviética Autónoma da Crimeia.
Em Setembro de 1991, o parlamento da Crimeia reverteu esta decisão, declarando o território como parte constituinte da Ucrânia.
Em 1992, o parlamento da Crimeia declarou novamente a independência da Ucrânia, constituindo-se como “República da Crimeia”. Elaboram a sua própria Constituição e decidiram agendar um referendo em relação à secessão da Ucrânia.
O parlamento ucraniano recusou-se a reconhecer a declaração e forçou o cancelamento do referendo. Como solução de compromisso, a Ucrânia propôs à Crimeia um estatuto especial de autonomia, desde que adicionassem uma linha à sua Constituição designando a Crimeia como parte da Ucrânia.
Em 1994, o recém-eleito presidente da Crimeia, Yuriy Meshkov, realizou um referendo, colocando três perguntas à população, com destaque para estas duas: (i) Apoia um regresso à Constituição de Maio de 1992 que não garante que a Crimeia faça parte da Ucrânia? (ii) Apoia que todos os cidadãos da Crimeia tenham direito à dupla cidadania com a Rússia? As três perguntas são aprovadas com pelo menos 77% dos votos. O presidente Meshkov restaurou então a antiga Constituição. O Governo ucraniano declarou o referendo ilegal e recusou-se a reconhecer os resultados ou a nova Constituição.
Em 1995, o Governo ucraniano extinguiu o cargo de presidente da Crimeia e reduziu os poderes do parlamento ucraniano, passando a governar o território por decreto.
Em 2001, num Censo realizado à população da Crimeia, 60% declarou-se etnicamente russa, e 77% considerou o russo como sua língua nativa.
Em 2004, na sequência da vitória eleitoral de Viktor Yanukovych, um aliado do Ocidente, políticos de diversas regiões da Ucrânia, nomeadamente da região do Donbass e da Crimeia, solicitaram um referendo para transformar a Ucrânia numa federação, mas foram completamente ignorados por Kiev.
Em 2006, no seguimento do conflito entre a Geórgia e a Rússia, a BBC enviou um repórter para a Crimeia. Este escreveu um artigo que detalha o forte sentimento pró-russo na península, o papel fundamental que a cidade portuária Sebastopol desempenhou na História da Rússia, e os avisos de muitos habitantes da Crimeia de que “os nacionalistas em Kiev” estavam a tentar “expulsar os russos”.
Entre 2009 e 2011, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento realizou uma série de pesquisas na Crimeia sobre a questão da reunificação com a Rússia. Cada pesquisa retornou 65-70% de respostas positivas, entre 16 a 25% de indecisos e apenas 9 a 14% a favor da permanência na Ucrânia.
Em 28 Janeiro de 2014, com as manifestações a decorrerem na Praça Maidan, o presidente do conselho da cidade de Sebastopol, numa carta aberta, pediu ao presidente Viktor Yanukovych que proibisse o “grupo extremista” Svoboda e convidou os munícipes da cidade a formarem “Esquadrões do Povo”, conforme descrito na lei ucraniana, visando defender a fronteira da Crimeia: “É impossível permitir que militantes especialmente treinados e armados do “Sector Direito” e outras organizações pró-fascistas e extremistas penetrem na nossa cidade e ditem seus termos. Forneceremos uma defesa confiável de Sebastopol. Extremismo, ilegalidade e banditismo não passarão na cidade dos heróis”.
A 14 de Fevereiro, o Yahoo News informou: “A região autónoma da Crimeia da Ucrânia inclina-se para Moscovo”. O artigo dava conta que o parlamento da Crimeia emendou a sua constituição, incluindo a descrição de que a Rússia era o “garante da segurança da Crimeia”, e que as autoridades eleitas tinham pedido ajuda à Rússia no caso dos manifestantes da Praça Maidan tentarem mudar-se para a Crimeia.
A 20 de Fevereiro, o deputado e Presidente do Parlamento da Crimeia, numa reunião internacional em Moscovo, afirmou que a Crimeia “pode separar-se da Ucrânia, se o país se dividir”.
A 22 de Fevereiro, no dia em que Viktor Yanukovych perdeu o poder, em consequência das manifestações na Praça Maidan, o insigne jornal norte-americano The Washington Post perguntava: “A batalha por Kiev acabou, a batalha pela Crimeia está prestes a começar?”
A 23 de Fevereiro, numa das primeiras leis do regime que resultou da “revolução Maidan”, foi revogada a lei que atribuía ao russo o estatuto de língua oficial do Estado ucraniano. Os líderes da extrema-direita, Oleh Tyanobohk e Dimitri Yarosh, propuseram a ir-se mais além: banir tanto o Partido das Regiões, que suportava Viktor Yanukovych, como o Partido Comunista Ucraniano, ambos com forte implementação popular no leste da Ucrânia e na península da Crimeia.
Com o novo regime a implementar-se em Kiev, a 26 de Fevereiro de 2014, o parlamento da Crimeia reuniu-se numa sessão especial para discutir os eventos em Kiev. O líder do parlamento discursou a uma multidão que se encontrava fora do edifício: “Partilho o vosso alarme e preocupação com o destino da Crimeia…Lutaremos pela nossa república autnoma até o fim…Hoje, Kiev não quer resolver nossos problemas, portanto devemos unir-nos e agir de forma decisiva. O povo da Crimeia tem força suficiente. O neonazismo não funcionará na Crimeia. Não vamos trair a Crimeia.”
Na madrugada de 28 de Fevereiro, homens em uniformes, mas sem qualquer insígnia, assumiram o controlo de todos os aeroportos, portos marítimos, estações de comboio e passagens de fronteira na península da Crimeia; protegeram igualmente todos os prédios do Governo em Simferopol. Esses homens são mais tarde revelados como tropas russas das bases de Sebastopol.
Kiev e os principais dirigentes da NATO chamaram a presença destas tropas de invasão, mas a Rússia defendeu a sua presença, alegando que as tropas estavam lá a convite das autoridades locais da Crimeia e de Viktor Yanukovych, a quem eles ainda reconheciam como o legítimo presidente da Ucrânia. Além disso, os russos afirmaram que o contrato assinado entre a Rússia e a Ucrânia permitia uma presença militar de até 25 mil efectivos estacionados na Crimeia; em nenhum momento esse número tinha sido excedido.
A 11 de Março de 2014, o parlamento da Crimeia declarou-se independente da Ucrânia e anunciou a realização de um referendo para 16 de Março; em lugar de colocar a pergunta, independente ou não, propôs: (i) a manutenção da Crimeia na Ucrânia; (ii) o regresso à Rússia. Dois dias mais tarde, o parlamento da Crimeia convidou formalmente observadores internacionais da OSCE para assegurar que o referendo fosse justo. A OSCE descreveu a votação como “ilegal” e recusou-se a comparecer.
A 16 de Março, o resultado do referendo deu uma votação de 97% a favor da reunificação com a Rússia. A 21 de Março, a Rússia reconheceu o resultado do referendo.
Em Abril, o Governo da Ucrânia, alegando a cobrança de uma dívida da Crimeia, fechou a barragem no Canal da Crimeia do Norte, reduzindo o fluxo de água doce para a península. O acesso à água é protegido pelo artigo 29 da Convenção de Genebra; cortar o acesso para punir uma população civil pode ser classificado como crime de guerra.
A guerra civil na Ucrânia
Após a reunificação da Crimeia com a Rússia, de imediato surgiram manifestações anti-Kiev na região do Donbass, hoje as repúblicas separatistas de Donetsk e Luhansk.
A 25 de Fevereiro de 2014, o recém-empossado ministro do Interior da Ucrânia dissolveu a tropa de choque Berkut da Crimeia que voltava para Sebastopol, depois desta reprimir protestos em Kiev. Ao retornarem a Sebastopol, essas unidades foram recebidas como heróis e foram-lhes emitidos passaportes russos; alguns, juntaram-se a unidades paramilitares para combater na região do Donbass.
A 18 de Março, manifestantes pró-russos ocuparam o edifício da câmara municipal de Mariupol.
A 6 de Abril, vários manifestantes pró-russos ocuparam os edifícios dos serviços de inteligência da Ucrânia nas cidades de Donetsk e Luhansk.
A 16 de Abril, protestantes pró-russos e contrários ao novo regime pós Maidan, atacaram uma coluna militar do exército ucraniano a caminho da cidade portuária de Mariupol (Donetsk).
A 6 de Maio, deu-se o massacre de Odessa (a ocidente da Crimeia), depois de enfrentamentos iniciados no decurso de uma partida de futebol. Grupos extremistas e favoráveis ao Governo ucraniano, resultante da “revolução Maidan”, cercaram dezenas de manifestantes contrários, que se tinham refugiado num prédio de uma Central Sindical, e provocaram um incêndio criminoso, usando cocktais molotov.
Os extremistas impediram a saída das pessoas – espancando as que tentaram fugir –, enquanto incendiavam as dependências do edifício do sindicato. O resultado foram 46 pessoas assassinadas, muitas das quais morreram sufocadas pelo fumo, outras queimadas, e ainda houve as que se atiraram da janela, tentando fugir das chamas. Os vídeos deste massacre são eloquentes.
A 9 de Maio de 2014, o recém-nomeado chefe do departamento de polícia da cidade de Mariupol, Valery Androschuk, convocou uma reunião da polícia local, acompanhado do chefe do batalhão especial “Denpr” – um grupo paramilitar de extrema-direita. Durante a reunião, o chefe de polícia deu ordem para dispersar a manifestação do “Dia da Vitória” sobre o fascismo – derrota de Hitler em 9 de Maio de 1945 -, bem como prender os “cidadãos mais activos”.
Alguns dos polícias recusaram-se a cumprir a ordem; de seguida, Valery Androschuk disparou um tiro sobre um dos polícias revoltosos. De imediato houve resposta, com Androschuk a ser ferido e o chefe do esquadrão “Dnepr” a ser morto. Os polícias revoltosos recusaram-se a obedecer a quaisquer ordens e declararam que não fariam guerra ao seu próprio povo. Androschuk barricou-se num dos escritórios do prédio e chamou a Guarda Nacional para ajudá-lo a reprimir os polícias revoltosos.
Imediatamente, foi enviada a Guarda Nacional e militantes do Sector Direita, com a ajuda de tanques, resultando no bombardeamento do edifício da polícia. Estima-se que morreram cerca de 100 pessoas neste incidente. Depois disto, os militares retiraram-se para a periferia da cidade, continuando o controlo da cidade a milícias pró-russas.
Após um impasse, a 13 de Junho, o Governo da Ucrânia tomou uma posição de força, enviando o batalhão Azov (constituído por forças extremistas) e o Dnipro-1 para recuperar o controlo da cidade, resultando num sucesso. Petro Poroshenko, o novo presidente da Ucrânia, ordenou a mudança da capital regional de Donetsk para Mariupol.
Após o prolongamento do conflito, no início de 2015, a 12 de Fevereiro foram assinados os acordos de Minsk (Bielorrússia), com a participação da Rússia, Ucrânia, França e Alemanha. Foi decretado um cessar-fogo entre as forças ucranianas e separatistas, obrigando as partes a retirarem do terreno o equipamento militar pesado. A OSCE foi chamada como observadora para o terreno.
Os acordos nunca foram respeitados; os combates transformaram-se numa guerra de trincheiras, envolvendo cerca de 75 mil soldados dos dois lados ao longo de uma linha de frente de 420 km de comprimento, cortando áreas densamente povoadas.
A guerra arruinou a Economia e as indústrias pesadas da região, gerou milhões de refugiados e transformou a zona de conflito em uma das áreas mais contaminadas por minas do mundo. Número de vítimas mortais deste conflito, segundo a OSCE: 14 mil pessoas. Alguém se indignou? Alguém solicitou a intervenção do Tribunal Internacional Penal? Os crimes estão aqui amplamente detalhados – dispensa comentários!
O menino do papá
Em Fevereiro de 2014, Hunter Biden, o filho do actual presidente dos Estados Unidos, foi dispensado do Exército em virtude de um teste de drogas – cocaína –, que acusou positivo.
Em Abril de 2015, um dos executivos da Burisma – uma empresa de gás ucraniana fundada por Mykola Zlochevksy –, de seu nome Vadym Pozharskyi, foi apresentado a Joe Biden, pelo seu filho Hunter Biden.
Nesse mesmo dia, Hunter Biden foi contratado pela Burisma para integrar o seu Conselho de Administração. Seria uma espécie de relações públicas entre a empresa e a Administração norte-americana. Salário mensal: 50 mil USD (cerca de 45 mil Euros). A partir de Maio de 2017, sofreu um ligeiro corte, dois meses depois de o seu pai abandonar o cargo de vice-presidente dos Estados Unidos.
Em Fevereiro de 2016, o procurador-geral da República da Ucrânia, Victor Shokin, iniciou uma investigação à Burisma. Nesse dia, ocorreu uma busca à casa de Mykola Zlochevksy.
Em Março de 2016, o parlamento ucraniano despediu Victor Shokin. A União Europeia aplaudiu esta decisão.
Em Janeiro de 2018, Joe Biden numa conferência afirmou: “Olhei para eles e disse: vou-me embora em seis horas. Se o procurador não for demitido, não irá receber o dinheiro”. Referia-se a um empréstimo de mil milhões de dólares americanos à Ucrânia. A cabeça de Shokin foi servida num prato.
Gestor (Faculdade de Economia de Coimbra) e empresário
Winston Churchill foi assim?
Volodymyr Zelenskyy fez fortuna no mundo do entretenimento, através da empresa que fundou: Kvartal 95 Studio. Durante anos, esteve ligado ao oligarca Ihor Kolomoisky, uma relação que se desenvolveu em 2012, no mesmo ano em que o actual presidente ucraniano fundou as suas empresas em offshores.
Os Pandora Papers revelaram o nome de Zelensky. Uma das empresas ligadas à Maltex (uma empresa na qual detinha participações) recebeu 1,2 milhões de dólares americanos em 2013 de outra empresa offshore que estava ligada ao Grupo 1+1 de Kolomoisky. A quantia foi paga em forma de taxas de licenciamento para o show “Make a Comedian Laugh“. Impostos para a Ucrânia não é com ele.
Em Abril de 2019, Volodymyr Zelenskyy vendeu a sua empresa Kvartal 95 Studio ao seu amigo Serhiy Shefir – mais tarde tornou-se seu conselheiro na presidência.
Em Maio desse ano, o ex-comediante Volodymyr Zelenskyy foi eleito presidente da Ucrânia.
Em Agosto de 2019, mandou prender o seu opositor político Viktor Medvedcuk, do partido “Pela Vida”. Motivo: traição à Ucrânia.
A 2 de Fevereiro de 2021, Volodymyr Zelenskyy anunciou o fecho de três canais de televisão da oposição. Segundo a sua opinião, não eram mais do que propaganda russa no país.
Em Março de 2021, Volodymyr Zelenskyy despediu o presidente do Tribunal Constitucional da Ucrânia, Oleksandr Tupytskiy, e outro juiz desse mesmo tribunal, Oleksandr Kasminin, “por representarem uma ameaça à independência e segurança nacional da Ucrânia”.
Em Agosto de 2021, Volodymyr Zelenskyy considerou o gasoduto Nord Stream 2, que liga directamente a Rússia à Alemanha, “uma arma perigosa, não apenas para a Ucrânia, mas para toda a Europa (…) Encaramos este projecto exclusivamente pelo prisma da segurança e consideramos que é uma arma geopolítica perigosa do Kremlin”. Por sua vez, a subsecretária de Estado norte-americana, Victoria Nuland – aquela da Praça Maidan – disse: “Se a Rússia invadir a Ucrânia, o Nord Stream 2 não avançará”. E assim aconteceu!
A 12 de Fevereiro de 2022, Volodymyr Zelenskyy, numa conferência em Munique (Alemanha), anunciou a sua intenção de terminar com o Memorandum de Budapeste (1994), que proíbe a Ucrânia de desenvolver, proliferar e usar armas atómicas.
Portanto, estamos na presença de um novo Winston Churchill? Ressuscitou ele na Ucrânia?
Alguns exemplos das actividades das Milícias Ultranacionalistas que combatem na Ucrânia._MARIN_RASCUNHO_ 24 Mar 22 Fonte Radio Free Europe/Radio Liberty Artigo datado de 30 Jan 18 A página contém mais artigos antigos acerca do mesmo tema e reportagens actuais. Accessibility links Skip to main content Skip to main Navigation Skip to Search REGIONS Search UKRAINE In Ukraine, Ultranationalist Militia Strikes Fear In Some Quarters share In Ukraine, Ultranationalist Militia Strikes Fear In Some Quarters January 30, 2018 17:11 GMT By Christopher Miller Volunteers of the right-wing paramilitary Azov Civil Corps swear an oath of allegiance in central Kyiv on January 28. Share Print KYIV -- The gathering was large and formidable, with hundreds of mostly young men in fatigues keeping tight ranks on Kyiv's central Independence Square before marching in formation to a torch-lit fortress on a hillside in the Ukrainian capital...
ZELENSKY nos Pandora papers _Rascunho _ MARIN _ 24 Mar 22 _ RASCUNHO SEARCH + UKRAINE Politics Reforms History Culture Civil Society Political prisoners People of Ukraine INTERNATIONAL RUSSIAN AGGRESSION Hybrid War Donbas Crimea Peace to Ukraine MORE Opinion Special projects Plus1 FAQs ABOUT US About Us Patrons, donors, and partners Contribute Support us Home » International » What the Pandora Papers tell about Zelenskyy, his offshore companies, and his favorite oligarch 24 April 2019, Mariinskyi Palace (official ceremonial residence of the President of Ukraine in Kyiv): A placard of Ukraine's President Zelenskyy and oligarch Kolomoiskyi kissing. Photo: Facebook / Oleksii Honcharenko 2021/10/06 - 00:39 • INTERNATIONAL , UKRAINE Article by: Yuliia Rudenko Source: Slidstvo.Info Edited by: Alya Shandra On 3 October, a Kyiv theater saw the screening of the film “Offshore 95” by Slidstvo.Info, a team of independent inves...
Havia que começar por uma ponta e escolhi actualizar aquilo que eu já conhecia sobre a Pop Star do momento : Zelensky e sobre quem o apoia e lhe dá poder. A pergunta após umas vasculhadelas permite-me questionar : Aquilo que aqui está chega para elucidar se Zelensky nada tem que ver com nazis ? Notas : Infelizmente não consigo aceder a certos artigos completos como o do Publico. O 1º Caderno da útima edição do Expresso era óptimo poder publicá-lo para melhor sabermos quendo nos poderemos ver livres do criminoso de delito comum Mário Machado, mas não percamos a esperança, algo me diz que brevemente teremos boas notícias acerca do rapazola.
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